Capítulo IV
No dia seguinte, continuei um pouco mal por causa de tudo o que houve. E apesar dos inúmeros pedidos de perdão do Pedro, não me deixei abalar. Afinal, ele era só mais um, e essa era só mais uma situação que eu já havia passado tantas vezes sem aprender nada. Agora já era. Não é a primeira vez que ele me faz de idiota, e de hoje em diante, não acreditarei mais em qualquer coisa que saia da boca dele.
O dia correu normalmente, e ao voltar do colégio, encontrei minha mãe desesperada e toda atarefada, andando de um lado para o outro pela casa. E então, me lembrei. Era hoje que Clarissa voltava de Paris, e eu precisava estar com tudo pronto para que tudo estivesse perfeito quando ela chegasse.
Clarissa era minha prima. Quero dizer, quase prima. Ela era a filha da melhor amiga da minha mãe, e sem duvida alguma, uma das minhas melhores amigas fora do meu grupo de sempre. Com ela e com a Ju, as coisas eram completamente diferentes. Com Clarissa tudo sempre era novidade, qualquer coisa que eu contasse. E quando ela contava coisas da vida dela, tambem. A vida em Paris era um outro mundo e nossas fofocas sempre rendiam mais que o esperado.
Comecei a arrumar o quarto e a pensar na vida. Meu pensamento foi aos poucos se voltando novamente para Pedro e de repente eu me dei conta que todas essas porradas e desilusões, e principalmente essa ultima, me fizeram deixar de gostar dele tanto assim. Eu deixei de vê-lo como um principe, e passei a vê-lo como mais um sapo... Ele não era nada daquilo que eu mantinha na minha cabeca e isso tudo me deu forcas pra deixá-lo de lado.
Depois de tudo isso, fui com a minha mãe buscar a Clá no aeroporto, e foi tooooda aquela choradeira, e abracos e beijos...
Assim que chegamos em casa e ficamos livres dos ouvidos super cuidadosos da minha mãe, contei tudo pra ela. Tudo o que houve entre eu e o Pedro durante esses ultimos 4 meses enquanto ela esteve fora. Contei o que sentia e por fim, contei a conclusao que enfim cheguei apenas hoje: O Pedro que fosse pro inferno!
De certa forma, isso a ajudou a lidar com problemas em Paris tambem. Ela contou que vem passando por uma situacao bem parecida lá. O tal garoto vinha de Portugal, mas era aluno de intercambio como ela. Seu nome era Ricardo, 17 anos como o Pedro, e agia exatamente igual a ele. De início, era um fofo, mas aos poucos, ia mostrando seu lado meio canalha.
Passamos horas conversando até nos darmos conta de eram quase 2 horas da manha. Entao, fomos dormir e esperar o dia seguinte vir.

amando a história... <3
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